O advento das tecnologias da informação
e da comunicação está aos poucos revolucionando minha atuação como professora
de idiomas. Há alguns anos, eu me perguntava como estas novas ferramentas
poderiam ajudar nas minhas aulas - que sempre foram muito embasadas na
interação aluno-professor. Achava que aquilo bastava, não havia muita coisa que
as tics pudessem fazer por mim.
Aos poucos fui percebendo que certos
aparelhos me ajudavam no dia-a-dia, como no transporte de materiais (áudios e vídeos
que eu usaria em sala de aula). Fui descobrindo novos suportes e possibilidades
e comecei a explorar um pouco mais o que essas tecnologias me ofereciam no
sentido de facilitar meu trabalho de professora e não necessariamente de
otimizar a qualidade de minhas aulas. Hoje posso dizer que faço pleno uso do
suporte tecnológico para apresentar meus materiais sejam textos, vídeos ou áudios.
Estou gradativamente migrando as
aulas presenciais para ambientes virtuais, o que me proporciona maior bem estar
e qualidade de vida uma vez que não preciso me deslocar até o local da aula - o
que exige dirigir por horas, às vezes. Isso resulta em maior disponibilidade e
até disposição de minha parte para interagir com os alunos com maior qualidade.
Estou na expectativa do que ainda
virá. Como será o ensino de idiomas daqui a dez, quinze ou vinte anos? De que
maneiras a tecnologia poderá facilitar e otimizar o trabalho do professor e o
aprendizado dos alunos? O papel do professor sobreviverá neste cenário futuro?
Há quem diga que professores se
tornarão designers de experiências de ensino, criando materiais e sequencias
didáticas para plataformas virtuais de aprendizagem. Caso isso aconteça, será não
só uma transformação, mas também uma evolução do trabalho que realizamos hoje. Migrar
a interação aluno-professor para outro ambiente será um desafio estimulante e renovador, mas a
experiência da sala de aula deixará saudades.
Nenhum comentário:
Postar um comentário